
O Salmo 1 é como a porta de entrada para o vasto tesouro de sabedoria que é o Livro dos Salmos. Ele não é apenas um poema introdutório, mas um manifesto sobre a verdadeira felicidade humana, contrastando o caminho do justo com o dos ímpios. Quando mergulhamos no estudo feito pelo pastor Hernandes Dias Lopes, em sua obra Salmos: O Livro das Canções e Orações do Povo de Deus (Volume 1, Editora Hagnos, 2022), encontramos uma exposição rica, pastoral e aplicável, que transforma a leitura bíblica em uma jornada pessoal de reflexão e mudança de vida. Neste artigo, farei uma espécie de “review” desse estudo, destacando seus pontos fortes, exemplos práticos e por que ele vale a pena para qualquer cristão em busca de crescimento espiritual.
O Contexto e a Estrutura do Estudo
Hernandes Dias Lopes, pastor presbiteriano brasileiro conhecido por sua pregação expositiva e acessível, dedica um capítulo inteiro ao Salmo 1 em seu comentário sobre os Salmos 1-72. Ele começa com uma introdução ao livro como um todo, descrevendo-o como “um reservatório inesgotável de refrigério para o povo de Deus”, cheio de cânticos, orações e lamentos inspirados pelo Espírito Santo. Para o Salmo 1, Lopes o apresenta como uma “porta de entrada” que define o tom para todo o saltério: uma escolha binária entre a bem-aventurança (felicidade verdadeira) e a ruína.
O salmo é dividido em três partes principais, e Lopes as destrincha com maestria:
- O Caminho do Justo (v. 1-3): “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.”
- O Contraste com os Ímpios (v. 4-5): “Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha. Pelo que os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.”
- A Conclusão Divina (v. 6): “Porque o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá.”
Lopes enfatiza que esse salmo não é uma fórmula mágica para prosperidade material, mas uma visão holística da espiritualidade autêntica. Ele usa linguagem cotidiana para conectar o texto antigo à vida moderna, tornando-o relevante para o leitor de hoje.
Destaques do Estudo: Profundidade com Aplicação Prática
O que mais impressiona no comentário de Lopes é o equilíbrio entre exegese rigorosa e aplicação pastoral. Ele não fica no superficial; explora o hebraico original (como o termo “bem-aventurado” – ‘ashre – que implica uma felicidade profunda e duradoura) e traça paralelos com o Novo Testamento, ligando-o à Bem-aventurança de Jesus em Mateus 5.
Exemplo 1: A Progressão do Pecado (v. 1)
Lopes descreve vividamente como o pecado começa sutilmente: “andar” (ouvir o conselho dos ímpios), “deter-se” (parar para observar os pecadores) e “assentar-se” (sentar-se com escarnecedores). Ele ilustra com uma analogia moderna: imagine um jovem que começa assistindo a um filme impróprio (“andar”), depois pesquisa mais sobre o tema no celular (“deter-se”) e, por fim, adota esse estilo de vida como norma (“assentar-se”). Essa progressão, diz ele, é como uma avalanche – começa devagar, mas destrói tudo. Essa imagem gráfica ajuda o leitor a identificar armadilhas cotidianas, como redes sociais que promovem valores contrários à fé.
Exemplo 2: A Árvore Plantada (v. 3)
Aqui, Lopes brilha ao conectar a metáfora da árvore “plantada junto a correntes de águas” à vida devocional. Ele explica que o justo não é estático; ele “medita” (rumina como uma vaca mastigando o capim) na Palavra de Deus dia e noite. Um exemplo prático que ele dá: um empresário bem-sucedido que, em meio a crises financeiras, encontra estabilidade porque suas raízes estão na Bíblia, não no mercado volátil. “A meditação não é leitura superficial, mas absorção que nutre a alma”, afirma Lopes. Ele incentiva exercícios como memorizar versos e aplicá-los em orações diárias, transformando o estudo em hábito transformador.
Exemplo 3: O Fim dos Ímpios (v. 4-6)
Contrastando com a solidez da árvore, os ímpios são “moinha” (palha leve levada pelo vento). Lopes usa uma ilustração poética: em um dia ventoso no sertão nordestino, a palha voa sem direção, enquanto a árvore permanece firme. Ele alerta contra a ilusão da felicidade pecaminosa – festas, riquezas passageiras – que parecem glamorosas, mas levam à condenação. “O Senhor conhece o caminho dos justos”, conclui ele, enfatizando a providência divina como âncora de segurança.
Por Que Esse Estudo é Recomendado? Uma Review Honesta
Em uma escala de 1 a 10, dou 9,5 para o estudo de Hernandes Dias Lopes sobre o Salmo 1. Pontos positivos:
- Acessibilidade: Escrito em português fluente, com linguagem simples, mas profunda – ideal para leigos, pastores e estudantes de teologia.
- Aplicação real: Não é teoria seca; cada seção termina com desafios práticos, como “examine seu ‘assentar-se’: com quem você passa tempo?”
- Inspiração: Como pastor, Lopes infunde paixão, fazendo o leitor sentir o “refrigério” dos Salmos.
Ponto de melhoria: Poderia incluir mais referências intertextuais (como ligações com Provérbios), mas isso é mínimo em um volume tão abrangente.
Se você está lutando para encontrar alegria verdadeira em um mundo caótico, esse estudo é um bálsamo. Ele nos lembra que a felicidade não está em evitar o mal por medo, mas em deleitar-se no bem supremo: a Palavra de Deus. Baixe o PDF do volume (disponível em sites como PDFCoffee) ou compre o livro físico na Hagnos para uma experiência completa. Como Lopes diria: “Que esta exposição ilumine sua mente e aqueça seu coração”. Experimente – e veja sua vida florescer como aquela árvore junto às águas!
Para mais, confira o site oficial do autor: hernandesdiaslopes.com.br.
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